segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fotos da viagem a Porto Feliz...

 Igreja matriz

 Igreja matriz

 Igreja matriz

 Prédio com arquitetura colonial portuguesa

 Barco indígena

 Paredão

 Paredão

Caminho até o paredão

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ondjaki lê trecho do livro.wmv



Aqui, o autor Ondjaki lê uma parte do livro AvóDezanove e o Segredo do Soviético. Recomendo a leitura!

Ondjaki.wmv

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Hanami - Cherry Blossoms


Bom, para começar essa série de postagens sobre o Japão, parto de um filme que assisti hoje. Recomendo.

O filme é, para início de conversa, alemão. Sim, alemão. Já interessa daí: uma visão alemã do Japão. A história começa na Alemanha, e Trudi fica sabendo da doença fatal de seu marido. Quer fazer viagens, aproveitar a vida, o que é difícil, já que Rudi (seu marido) detesta mudanças na rotina. Vão visitar dois de seus filhos em Berlin, e a viagem não ocorre como gostariam, já que os filhos não têm tempo - nem paciência - para receberem os pais. Dali, vão para a praia onde, subitamente, Trudi morre. Rudi, então, lembrando da grande paixão da mulher pelo Japão e pela dança Butoh, resolve ir visitar seu outro filho que mora em Tóquio, para tentar realizar o desejo da esposa de conhecer o Fuji san. E, a partir daí, o filme se desenrola contrastando diferentes culturas, o modo oriental versus o modo 'ocidental'. Há de se enfatizar a personagem Yu, uma dançarina de butoh, que acaba orientando o longo caminho de Rudi no luto por sua esposa.

Hanami nos dá a oportunidade de experimentar uma visão bastante única de um país tão diferente: do caótico ritmo de Tóquio às belíssimas - e calmíssimas - paisagens, das luzes de Shinjuku (bairro 'moderno e brilhate') aos parques em plena época de flores de cerejeira, todo o contraste no qual vive o povo japonês fascina, e é impossível não tentar (pelo menos tentar) compreender a profundidade de um povo tão diferente do nosso.

É isso que me impressionou mais no filme. A diretora alemã - a meu ver - captou uma essência bastante difícil de ser captada. Sem contar outros detalhes de uma sinceridade única: o difícil relacionamento entre pais e filhos é retratado de uma forma ímpar, desnudando o choque de gerações que, em muitos outros filmes, é mascarado, tornado discreto.

Vale a pena ver o filme, e desta postagem sairá outra em breve, a respeito do Fuji san, o "Mister Fuji".

Bom, essas foram - bem superficialmente - as impressões de uma espectadora absolutamente encantada.

Lúcia

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Japão


Olá, estou de volta...

Acho que não há um único praticante de Aikido que não tenha em algum ponto de sua vida desejado ir ao Japão. Conheço alguns que não têm esse desejo, mas acho que a maioria tem esse sonho. Conhecer o berço da nossa arte. E eu faço parte desse grupo, assim como meu marido.

Cada dia que passa, essa vontade aumenta. O problema para nós, brasileiros, é o preço dessa viagem. De fato, ir para a Europa, por exemplo, é metade do preço. Se você for pesquisar pacotes para o Japão, não vai encontrar nada abaixo dos 10 a 15 mil reais (duas semanas). Isso sem contar refeições, claro. Se for por conta própria, consegue baixar muito esse custo. Mas ainda assim, fica caro.

Enquanto não podemos ir até lá, acho que vale a pena vermos um pouco de algumas cidades do Japão, talvez algo da história também, aqui mesmo, na internet, no meu blog. Vou tentar passar as informações que tenho por aqui. Claro, tudo que eu disser é encontrado com facilidade na internet, mas considerem que, daqui para frente, terei sempre informações sobre o Japão, então pode se tornar um ponto de encontro para nós todos. Aceito sugestões e textos de quem se interessar por mandar algo, ok?

Portanto, na próxima postagem, esperem como tema o Japão!

Beijos

Lúcia

sábado, 13 de fevereiro de 2010

AvóDezanove e o Segredo do Soviético

Hoje resolvi mudar um pouco o assunto. Como muitos sabem, sou estudante de Letras. Comecei por conta do Japonês, mas hoje faço apenas Português (mas estudo nihongo com professora particular). Mas o que não sabem é que me encantei com as literaturas africanas. Sinceramente, não tinha a menor idéia da qualidade e do alto nível de vários escritores. Dentre eles, confesso que encontrei um favorito: Ondjaki. O escritor angolano nascido em 1977 me impressionou com seu modo de escrever, seu humor, sua seriedade... Não vou nem tentar descrever todos os sentimentos que me envolvem durante a leitura de seus livros. Aqui recomendo o mais recente: AvóDezanove e o Segredo do Soviético. A história, que se passa em Praia do Bispo (local onde viveu o escritor durante sua infância), narra os acontecimentos no período de construção do grande Mausoléu de Luanda. Misturando ficção e realidade, criação e memória, é um daqueles livros que a gente começa a ler e não consegue parar mais...

Recomendo!

Lúcia

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ao nosso mestre





KAWAI SENSEI (1931 ~ 2010)

Até este semana, eu nunca havia perdido alguém próximo a mim. E até nesse momento, Kawai sensei me ensinou. Ainda está ensinando...

Kawai sensei é um exemplo de várias maneiras. Com seus muitos problemas de saúde, desde a infância, não deixou jamais de fazer o que acreditava ser o certo. Veio ao Brasil (quantas vezes me contou sobre essa viagem... de navio, sem conforto, com doenças ao seu redor...) sem falar nada de português, apenas o "não falo português". Sozinho. Aos poucos, foi desenvolvendo a acupuntura e o Aikido. Em uma época em que poucos sabiam de acupuntura. Viajou mais no Brasil do que a grande maioria de nós, brasileiros de nascença. Aliás, ele amava este país. Jamais pensou em voltar a morar no Japão.

Lentamente, Kawai sensei divulgou o Aikido. E sempre gostou de viajar. Sempre era convidado para dar seminários em vários cantos do Brasil, bem como em outros países da América do Sul e até da Europa. E sempre levava consigo histórias com muito aprendizado.

Quando voltava, contava da viagem, falava do país ou cidade, e de como as coisas mudaram desde a primeira vez que fora para lá. Nagao sensei disse uma verdade: Kawai sensei sempre foi um estudioso, era muito culto. Eu sempre me impressionava nos conhecimentos dele sobre tudo. Podia conversar sobre praticamente qualquer coisa.

Durante sua vida, ele tocou a vida de milhares. E o interessante, pensando em Aikido, é que não há um aluno seu que seja igual ao outro. A técnica sempre muda, como ele dizia: "cada cada"...

 Quem teve a oportunidade de conhecer um pouco mais dele sabe que ele tinha Aikido na alma. Como Ono sensei falou, "Kawai sensei era Aikido". E uma imagem que nunca mais vou esquecer: Ono sensei, pouco antes de fecharem o caixão, segurou as mãos de Kawai sensei, e entoou uma música japonesa. Mas não terminou, em meio a lágrimas, olhou com muito carinho e disse: "Domo arigato gozaimashita"...

E é isso, só isso, que posso dizer também: KAWAI SENSEI, DOMO ARIGATO GOZAIMASHITA, POR TER MUDADO MINHA VIDA PARA SEMPRE, E POR TER ME ENSINADO QUE HÁ SEMPRE O QUE APRENDER, EM TUDO NA NOSSA VIDA.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

FALECIMENTO DE KAWAI SENSEI

Ontem à noite faleceu meu grande Mestre, Kawai sensei.

Não há palavras, é impossível dizer como me sinto, como todos nós, que tivemos a honra de fazer parte de um pedacinho da vida dele, nos sentimos.

Sensei, você fará muita falta! Procurarei sempre seguir seus ensinamentos, e serei sempre o meu melhor, para ser um orgulho!

Lúcia

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Fidelidade de Hachiko

Essa é uma história verídica, e prova o quanto os cães são simplesmente fantásticos...há quem diga que são irracionais... como pode!

"Hachiko era um Akita que pertencia a um professor universitário, chamado Eizaburo Ueno, que morava em um subúrbio de Tokyo, perto da estação de Shibuya. Todas as manhãs Hachiko acompanhava seu dono no percurso de casa à estação de trem, voltando no final da tarde para acompanhá-lo na volta para a casa.
No dia 21 de maio de 1925, Hachiko, que tinha tinha apenas um ano e meio, estava na estação como de costume esperando seu dono chegar no trem das 16 horas. Porém, naquele dia o Professor Ueno não voltou, porque tinha sorfrido um derrame fatal na Universidade.
Após a morte do Professor, seus parentes e amigos passaram a cuidar do cão, mas Hachiko continuava indo todos os dias à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho. Muitos anos se passaram e mesmo com dificuldades para andar em decorrência de problemas de saúde, Hachiko mantinha sua rotina diária à estação. Sua vigília durou até o dia 7 de Março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo lugar onde esperou pelo seu dono por tantos anos.
A memória de Hachiko foi imortalizada em uma pequena estátua de bronze colocada na estação de Shibuya, local onde ele morreu"






Quando eu for ao Japão, esse é um lugar que certamente visitarei...

Lúcia




sexta-feira, 3 de julho de 2009

Aikido, quedas, árvores


Bom,

Aos que visitam este blog, devem estar estranhando minha ausência... Mas tive alguns motivos que justificam essa infeliz falta minha. A principal foi uma lesão no ombro, que aconteceu há aproximadamente um mês. Treinando, claro: a pessoa com quem eu estava treinando aplicou uma técnica de modo incorreto e, para proteger meu cotovelo, acabei machucando o ombro. Fiquei brava, irritada, na hora não doeu, mas no dia seguinte... Nem conseguia erguer o braço acima da altura do ombro! Mas a culpa não foi da pessoa. Foi minha, pois eu deveria ter conseguido harmonizar melhor.

Isso me fez parar um pouco os treinos. Não parei de dar aula, claro, mas fiquei sem treinar por 3 semanas. Semana passada eu retomei, de leve, fiz apenas 3 treinos, mas já foi um alívio! Infelizmente esta semana tive outro probleminha e não pude ir. O ombro? Ah, eu sei, deveria ter ido ao médico, fazer exames... Mas está melhorando, aos poucos. Aliás, depois que retomei, melhorou muitão. Agora é ter paciência e ir devagar, pois a idade pesa justamente na hora da recuperação desse tipo de acidente...

Parei de treinar, mas não de pensar, e achei interessante narrar um fato que ocorreu esta semana, na quarta-feira. Eu fui fazer acupuntura, e na saída, vi um caramujo. Consegui desviar a tempo, e de repente veio um flash de pensamento "nossa, esse bichinho é tão lento...". Tá, é óbvio, mas aí veio um outro flash "A natureza deu a ele uma proteção, um casco para se esconder, e isso acaba salvando-o na maioria das vezes". Aí comecei a pensar que todos os animais tinham alguma desvantagem, mas que, para isso, a natureza lhes deu algo para compensar de certa forma. Esse pensamento passaria batido, mas a revelação de tudo isso veio no final. Eu passo por provações o tempo todo, todos nós passamos. E por que a vida faz isso? Por que tanto sofrimento há alguns anos, sofrimento esse que deixou marcas até hoje, que nunca sairão? Bom, assim como eu tenho essa desvantagem na vida, tenho também algo que compensa tudo isso. O Aikido é minha carapaça, é minha defesa, minha característica. E toda vez que fico mal, triste, ou penso na dor (até mesmo a dor do ombro), penso nos princípios do aikido, e compreendo melhor tudo.

Kawai sensei sempre conta a história do grande carvalho, que quando acumula neve se quebra, e do chorão, que quando acumula neve tomba para o lado, deixando a neve cair, e retoma sua posição. É isso que devemos buscar na vida: as dificuldades vêm, e devemos ser flexíveis o suficiente para lidar com elas sem nos quebrarmos.

Fácil de entender, difícil de fazer, né?

Beijão!

Lúcia

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Blog gastronômico

Olá!

Quem acompanha este meu blog, deve ter percebido que, de uns tempos para cá, ando "salpicando" momentos gastronômicos, produtos culinários, etc. Bom, para não sair da linha que venho seguindo, eu e o Lú resolvemos criar um blog específico de gastronomia. A idéia é compartilhar momentos, dividir receitas e dicas nutricionais, receber sugestões e dar sugestões, para quem quiser.

Quem quiser dar uma olhada por lá, é só entrar no meu perfil e abrir "sampa chef". O endereço é sampachef.blogspot.com

Façam uma visita, estamos começando, mas tenho a impressão que em breve teremos muuuuitas postagens com delícias!

Beijos

Lúcia

sexta-feira, 20 de março de 2009

Yudanshakai e o aprendizado





Neste último domingo, tivemos mais um yudanshakai. Eu tenho tido a sorte de poder participar da grande maioria, e por isso resolvi escrever esta postagem.

Yudanshakai, para quem não sabe, significa "treino de faixas pretas". É um evento mensal que ocorre na Academia Central, sob supervisão de nosso mestre, Kawai sensei. Todos os faixas pretas de sandan (3o grau) para cima demonstram uma técnica e, desta forma, podemos aprender novas formas, novas técnicas e novas variações.

Acho que o yudanshakai é o maior exemplo daquele conceito de "esvaziar a xícara", do qual eu sempre falo. Temos sempre a tendência de usar tudo que já sabemos para fazer algo, uma experiência, um jeito de fazer, ou mesmo um evento da nossa vida. Entretanto, se já estamos "cheios" de conhecimentos, como é que podemos receber novos conhecimentos? Como encher uma xícara que já está cheia? Há de transbordar, e algo se perderá...

O Aikido aborda, sim, conhecimentos anteriores e experiências anteriores. Se somos seres individuais, cada pessoa tem uma história de vida e, então, seu aikido será diferente dos demais. Entretanto, durante o aprendizado, é FUNDAMENTAL que nos libertemos de todos os conhecimentos prévios, e aceitemos em nossa mente, nosso espírito e nosso corpo algo totalmente novo. Isso é "esvaziar a xícara": tirar o conhecimento anterior daquele determinado momento, e receber o que há de novo.

A fusão do novo com o antigo deve ocorrer naturalmente, e não pensando, durante um treino. E no yudanshakai, creio que esse é o maior desafio para todos. Como faixas pretas, as pessoas já treinam há muito tempo, e já adquiriram modos e costumes nas técnicas. Eu não fujo dessa regra. A busca é tentar me libertar de tudo isso, e fazer a técnica como o sensei do momento a demonstra. Sem concordar, sem discordar, sem argumentar. Apenas fazer, e deixar o corpo receber o que está apto a receber.

Tudo isso digo porque nesse yudanshakai, vi uma forma muito interessante - e diferente - de fazer uma determinada técnica. Talvez, se eu não tivesse me aberto para essa possibilidade, de aprender coisas novas, essa forma tivesse passado desapercebida, e eu nem teria me encantado! Felizmente, sempre há o que aprender. Como na vida!

Agatsu, né...

Fotos acima!

beijos

Lúcia

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ovos de Páscoa!







Esta Páscoa começamos nossa produção de chocolate. Mantenho os preços aqui, apenas para referência, mas já encerramos a fabricação dos ovos de chocolate. Já aviso, porém, que teremos novidades de chocolate para o dia das mães e para o dia dos namorados... Espero que os que compraram nossos produtos estejam satisfeitos!

-caixinha com bombons: R$ 4,50
-saquinho de Páscoa com ovinhos e bombons: R$ 4,00
-coelhinho de Páscoa (vários modelos): R$ 3,50
-Ovo de 100 g: R$ 4,00
-Ovo de 250 g: R$ 10,00
-Ovo de 500 g: R$ 20,00
-Ovo de 1 kg: R$ 40,00
-Cesta-ovo de 1 kg: R$ 45,00

Tudo produzido somente com chocolate da marca Garoto. Preços ótimos e qualidade incomparável!

Um beijo a todos

Lúcia

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Lú & Lú Pães e Cia.




Olá a todos!

Aqui vai uma postagem-propaganda: em vista da crise econômica mundial e domiciliar por aqui (hahahahaha), eu e o Luciano estamos produzindo pães artesanais para venda (fotos acima). São 4 tipos:
-pão integral com 9 grãos
-pão de soja
-pão integral com passas (sem centeio e sem soja)
-pão integral com gergelim (sem centeio e sem soja)

O valor de cada bisnaga de pão de 500 g (que é de forma) custa R$5,50, sendo que se vocês pedirem mais de um, sai por R$5,00.

Os pães não levam açúcar e podemos fazer a receita sem sal para hipertensos. Até a Páscoa os pães virão com um chocolatinho de brinde, pois estamos fabricando ovos de Páscoa também. Quem gostar, também pode encomendar...

Aceitamos pedidos!

Beijos

Lúcia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Aikido forte? O que é ser forte em uma arte marcial?


Pessoal,

Aí vai apenas uma sugestão para se pensar. O que é aikido forte??? Hoje em dia eu vejo ouço muito isso... "aikido forte". E ouço elogios... Mas quando comecei a treinar, diferenciávamos "aikido forte" de "aikido vigoroso", ou mesmo de "aikido "forte"". Como não temos uma palavra para tal diferença, "força físico" e "força interior", muita gente confunde, ainda que toda a história do Aikido nos leve a enxergar a busca pela ausência de força física.

Sou mulher. Quase não tenho força física. E estou tão longe de não usá-la em momento algum... Muitas vezes, sinto-me uma fraca, por não conseguir aplicar uma técnica, ou por ser "travada"... Mas digo àqueles que estão começando a treinar: não ter força física parece ser bom no final das contas, pois é fácil fazer força com o bíceps e não perceber, mas é difícil usar só o koshi e o kokyu... É fácil fazer o uke bater e gritar de dor, uma vez que o uke está literalmente se entregando para o treino, o que é difícil é fazer da torção um tratamento por um bem maior, fazer a dor ser uma evolução para o uke. Não ter essa opção, de usar a força, talvez evite que o praticante se engane no Aikido. O caminho é mais árduo, mas tenho certeza que cada vitória sobre si mesmo é ainda mais emocionante!
Se as artes marciais dependessem de força física, certamente seriam muito poucos os praticantes fortes o suficiente para conseguirem evoluir. Entretanto, vemos pessoas de todos os tamanhos e pesos, e idades, praticando. Não só no Aikido, mas em outras artes também.

Quero aprender cada dia mais, e quero cada dia mais me distanciar do uso da força física. Se isso é possível para mim, eu não sei. Mas é minha busca, e sou feliz com ela. Eu quero, SIM, ser forte, e ter um Aikido vigoroso. Mas quero desenvolver a minha força vital, meu "ki", e não meus músculos... Alguém mais vai por esse caminho?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dolls - o filme

Ontem à noite fui assistir Dolls. Fazia um tempão que eu estava procurando esse filme, e aí aparece uma mostra de filmes japoneses. Como não podia deixar de ser, a companhida de Arekusu san só tornou mais agradável o passeio... Domo arigato!

Bom, para começar, o filme foi na Cinemateca Brasileira, lugar que, por si só, já vale a visita. A Cinemateca foi transferida para o prédio do antigo matadouro municipal, na Vila Mariana, em 1992. Antes, era o Clube de Cinema de São Paulo, que foi fechado pelo Estado Novo e depois reaberto em 1946.

Para quem não sabe, o crescimento do bairro Vila Mariana ocorreu com a abertura do matadouro municipal.

Bom, o ambiente é totalmente diferente de um cinema qualquer. Na entrada do cinema há uns objetos curiosos, referentes à origem do cinema. Quem puder, vá conferir!

Bom, quanto ao filme... poucos são os filmes tão plasticamente bonitos e tão simbólicos. Logo no início, uma cena do teatro kabuki, arte em que se baseia todo o filme. Dali, começa a história de amor central, que vai "amarrando" as duas outras. São dois mendigos amarrados que caminham durante todo o filme, a primeira história de amor. A segunda, de um chefe da yakuza, que deixou sua namorada na juventude e volta ao lugar em que eles se reencontravam e em que ela o espera todo sábado, e a terceira, de uma cantora de popstar que sofre um acidente e um fã fanático que se cega. Todas as histórias têm um mesmo fundo: um passado irrecuperável, a idéia de que o que não foi, não pode ser mais.

As cores no filme também são marcantes: o caminhar do casal de mendigos vai apresentando as estações do ano, e, creio eu que, de alguma forma, as cores das suas roupas vão mudando com o passar do tempo.

Para quem não viu, vale a pena. Eu havia assistido há muito tempo, logo da estréia, em 2002. Era outra pessoa, e muitas das impressões mudaram. Contudo, a sensação de beleza plástica e de simbologia rica permaneceu. E, mesmo mudando, as impressões são ainda melhores!

Recomendo!

Beijos

Lúcia

terça-feira, 25 de março de 2008

Kawai sensei


Apenas uma homenagem a um homem de coragem. Kawai sensei é meu mestre, meu mentor, meu conselheiro, e ainda tenho muito a aprender com ele. Sensei, domo arigato gozaimasu!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Como tratar seu cão ou gato picado ou aferroado por um inseto




De maneira geral, picadas de insetos são inofensivas para os cães, mas se a picada for de uma abelha ou de algum tipo de vespa, a área vai ficar inchada e dolorida. Em casos mais graves, pode ocorrer uma reação alérgica ao veneno do inseto, sendo que algumas raças, como o dachshund, são aparentemente mais propensas a alergias. Importante mencionar que as abelhas, atraídas por áreas escuras, atacam mais os cães pretos ou com manchas pretas no corpo.

Os sinais de uma picada de inseto são inchaço, dor nos músculos e área afetada, vômitos, fraqueza, febre e choque. Os sinais de choque são gengivas pálidas ou brancas, batimento cardíaco acelerado e respiração rápida. Abaixo veremos algumas sugestões úteis do que fazer se seu animal de estimação for picado ou aferroado por um inseto.

-Contenha o cão, se necessário
-Aproxime-se do cachorro lentamente, falando em um tom de voz tranqüilizador.
-Faça uma focinheira no cachorro para sua proteção, se necessário.
-NÃO aperte a área. Se o cachorro foi aferroado por uma abelha, raspe a região com uma faca sem fio para retirar o ferrão imediatamente. Outros insetos não deixam o ferrão na pele.
-Se a área afetada estiver quente e inchada, aplique um creme de cortisona e segure uma bolsa de gelo sobre a pele do cachorro por um período curto de tempo.
-Dê um anti-histamínico.
-Se houver qualquer dificuldade respiratória ou se o rosto parecer inchado, leve o cachorro imediatamente ao veterinário

Todo cuidado é pouco. É realmente assustador ver seu bichinho ficar de repente mole, vomitar, ter queda de pressão com gengivas e língua pálidas de repente. O tratamento é eficaz, se realizado a tempo!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Amar os animais

(foto: Pretinho, um cãozinho que foi abandonado em uma das clínicas em que trabalho, com a pata fraturada. Foi tratado, ficou manquinho, mas é um doce de cãozinho, e está à procura de um dono que dê muito amor e atenção a ele!)
Ser veterinária é amar animais. Mas vai além disso. É compartilhar dos momentos difíceis, é tentar sempre o seu melhor e jamais esquecer que os animais podem não falar, mas eles demonstram o que sentem com o olhar. Muitas vezes vejo colegas examinando os animais sem nem mesmo olharem para eles. Aliás, vejo isso acontecer também em medicina humana. Acho que nós, que trabalhamos com saúde, jamais devemos esquecer que estamos lidando com vidas, com seres vivos que têm sentimentos, no mínimo. E isso vale também para quem os pega, os donos/proprietários/pais... A responsabilidade não diminui simplesmente porque um cão, um gato ou outro animal não fala. O que mais me deixa infeliz é quando atendo um animal que já está mal há muito tempo... Isso corta meu coração, mais ainda quando percebo que mesmo tratando o problema imediato, o bichinho não vai ter mais amor ou atenção por causa disso. Ser veterinária tem muitos, muitos ótimos momentos, mas também há os momentos ruins, como esses... Por isso, eu peço, sempre, que não maltratem os animais. Eles não têm malícia, maldade, nenhum deles. E só o que querem é o nosso amor!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Le vieux et son chien


LE VIEUX ET SON CHIEN

S'il était le plus laid
De tous les chiens du monde,
Je l'aimerais encore
A cause de ses yeux.

Si j'étais le plus vieux
De tous les vieux du monde,
L'amour luirait encore
Dans le fond de ses yeux.

Et nous serions tous deux,
Lui si laid, moi si vieux,
Un peu moins seuls au monde,
A cause de ses yeux.

Pierre MENANTEAU